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domingo, 10 de abril de 2022

O Lobo e a viagem da índia

Adormecido, despertou...
Não pelas luas cheias que o rodeiam. 
Mas o faro dela irresistível... 
O faro da caça... 
O Lobo persegue aquele odor de carne... 

A presa deseja ser caçada... 

Ela quer ser tomada, flutuar no ar... 
Pega por trás... 
Quer os seus cabelos naqueles dedos que puxam...
Sentir o aperto na pele.
Os dentes em seus lábios.
A enorme língua do lobo em passeio nos seios.
O frio da parede em que é encostado o seu corpo.
A humidade do calor do corpo que a pressiona.
Sugada pela mesma língua que sua boca devora.

Ela o torna presa agora.

Submete o Lobo aos seus desejos.
Suas unhas deixam suas marcas.
Desenha seu desejo naquele corpo.
Afoga o lobo em sua humidade
Ele não pode se mexer.
Ela dita as regras dos corpos.
Marca o ritmo como é penetrada
Suada, mas não cansada.
Devora o Lobo como na Lua
Fica cheia com ele

Sente o fluir como seu.
Do Lobo que procurava a presa
Da presa que virou Loba.
Na viagem da índia

Foto de Steve no Pexels